Como falei na review anterior, o momento é crucial para How To Get Away With Murder. A série está a beira do tão esperado Fall Finale e precisa mostrar aos telespectador que não foi um grande sucesso do passado e que hoje é mais uma série. Não. Esse drama era e continua sendo, uma das melhores coisas na televisão e portanto tem que se comportar como tal, se valorizar e se preocupar com histórias que realmente fazem esse show grande.

É inacreditável a capacidade que esses roteiristas têm para mexer no time que está ganhando, ou seja, casais que dão o brilho dessa série em muitas cenas são separados, jogados de um lado e para outro, criando um efeito gangorra ridículo, desnecessário e preguiçoso. Não acredito que devam preparar Asher e Michaela ou Connor e Oliver para se casarem, ter um filho e/ou adorar uma criança do Vietnã, mas nenhum dos dois precisam passar por turbulência. Há necessidade para que eles fiquem cada vez mais fortes, tragam essa tensão sexual maravilhosa e entre outras coisas, mada nada de brigas e discussões protelatórias.

Mesmo sentindo falta de uma participação maior de Behzad Dabu, que infelizmente sumiu juntamente com os casos jurídicos que sempre carregavam um problema social persistente, acredito que o personagem deve ganhar mais destaque na safra de episódios de 2017, caso não seja esteja quem debaixo daquele lençol. Não acredito que sou o único que enxerga tamanha qualidade num ator que está apenas começando, mas desponta como uma das prováveis grandes revelações de 2016 na televisão. Ele pode ficar ainda melhor, basta receber mais atenção.

Acredito que deveria me emocionar mais com os desafios da reitora Soraya, ainda mais por ser algo relacionado a maternidade. Infelizmente não ganha o foco que precisaria para me comover por parte do roteiro, porque há de afirmar e reafirmar que eles não poderiam ter chamado alguém melhor do que Lauren Luna Vélez, até porque, ela faz mágica para se destacar nas cenas que ganha o mínimo de atenção possível.

A algumas semanas li um artigo dizendo que o sexto episódio desta temporada seria responsável por dar o Globo de Ouro para Viola Davis, bem porque, é o único prêmio que ainda falta por interpretar Annalise Keating. Felizmente (ou infelizmente) tais previsões foram feitas antes da exibição de No More Blood pelo simples fato da atriz ter arrasado como sempre, mas surpreendido como nunca fizera antes. Não deixando de destacar o trabalho maravilhoso, e evolutivo, de Liza Weil e Charlie Weber, sendo que este último começou cambalente, mas já conseguiu encontrar seu rimo.

Em suma, reafirmo minha enorme curiosidade, expectativa e ansiedade para o grande Fall Finale. Farei uma review expressa nesta sexta-feira (18), além de dar um panorama geral de tudo que funcionou e/ou precisa ser corrigido para 2017.

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Catarinense, 20 anos e estudante de Direito. Trabalho e me divirto com o entretenimento desde os 10 anos de idade, cobrindo notícias, premiações, estreias e fazendo entrevistas. Meus fortes estão na indústria da TV e do cinema, seja em parâmetro nacional ou internacional. Ficou curioso? Me pague um café que teremos muito assunto para conversar.