Antes de mais nada, gostaria de avisar a todos aqueles que chegaram nessa review sem terem assistido o Winter Finale, estejam avisados que esse texto está carregado de spoiler. Aviso feito, vamos ao que mais nos interessa – essa nova How To Get Away With Murder que conseguiu tornar seu momento mais delicado em audiência, no momento certo em reinventar-se, buscar novas formas de contar sua história e manter-se importante e relevante para a televisão americana.

É verdade que em 2016, a série esqueceu de falar de AIDS, de racismo e de questões sociais mais pontuais, mas é sabido que o roteiro tocou em alguns nervos “novos” da sociedade americana, indo desde preconceito e problemas no sistema jurídico com imigrantes, até chegar em violência doméstica. Entretanto, acredito que esses nove episódios episódios representaram uma fase transitória entre uma série iniciante e que queria firmar seu espaço, para um drama maduro, sem medo de ousar e, claro, de matar personagens importantes.

As últimas seis horas que essa temporada terá em 2017 provavelmente trarão todas essas temáticas de volta, talvez até fale de aborto quando essa gravidez surpreendente de Laurel num momento que a Roe v. Wade está mais ameaçada sob a visão do Presidente eleito. Porém, meu foco também estará na maneira na qual o roteiro desenvolverá esses personagens daqui para frente, como que eles lidarão com o luto, com o trauma, com a dor e qual a maneira que escolherão para seguir em frente. Será que vão se separar? Amizades ficarão mais sólidas?

Tudo isso dependerá do crescimento dos atores, que demonstraram um trabalho fantástico de elenco e de entrega nessa Fall Finale, serão testados em todos os seis episódios remanescentes desta temporada. Não acredito que trarão a mesma qualidade, mas estarão diferentes e essa mudança é que valerá a pena conferir. Viola Davis, Liza Weil e todo o resto dirão para a Academia o motivo pelo qual esse elenco merece um Emmy.

Apesar de não saber o porquê um jornal de Cleveland, cidade do estado de Ohio, estava fazendo na casa de Annalise, sendo que essa série se passa no maior município da Pensilvânia, a Filadélfia, tenho certeza que a decisão que Pete Nowalk tomou, juntamente com a presidência do canal visto que há necessidade desse aviso quando pretendem assassinar um personagem importante, é importantíssima para o caminho à frente.

Da mesma maneira que a saída de Josh Charles deu aquela sacudida em The Good Wife, a despedida de Wes fará o mesmo com How To Get Away With Murder. E quem matou Wes? Isso a gente discute em 19 de janeiro, espero vocês 😉

 

About the author

Catarinense, 20 anos e estudante de Direito. Trabalho e me divirto com o entretenimento desde os 10 anos de idade, cobrindo notícias, premiações, estreias e fazendo entrevistas. Meus fortes estão na indústria da TV e do cinema, seja em parâmetro nacional ou internacional. Ficou curioso? Me pague um café que teremos muito assunto para conversar.

  • McFake

    Gente que review mais esquisito… Mas enfim, só queria dizer q o Wes já foi tarde. Devia ter morrido na primeira temporada. Agora a série terá muito mais liberdade pra explorar outros personagens e possibilidades uma vez que o bocó é carta fora do baralho.

  • Marcio Gomes

    Wes era meu favorito vei kkk
    Agora que o favelado tava conseguindo pegar a mais gatinha do grupo, ele morre !? Que merda em … pelo menos ele conseguiu deixar um mlk de presente pro pesadelo do Frank !!

  • Erik Costa

    Eu não curtia o Wes inicialmente, mas aos poucos ele foi me conquistando. Fiquei revoltado com esse desfecho, torci para que a Laurel e ele ficassem juntos no final. Acho q quem o matou foi o Conor.