A última vez que assistimos “How To Get Away With Murder” muitas dúvidas e perguntas surgiram em razão dos acontecimentos do Winter Finale. Era grande, portanto, as expectativas em torno do tão esperado retorno por todas as entrevistas que lemos nesse período de hiatus, conversas com o elenco e indicações do próprio criador, Pete Nowalk, que algumas coisas deveriam mudar daqui para frente.

É incerto o que acontecerá nos próximos cinco episódios, é verdade, mas pelo que tivemos a oportunidade de conferir em We’re Bad People a série andou em círculos até jogar um gancho extremamente apelativo no final, que trouxe a indicação do que provavelmente teria acontecido anteriormente, ou seja, nada.

Os personagens estavam completamente perdidos sobre onde iriam e o que fazer, andando de um lado para o outro até encontrar uma cena interessante com um diálogo decente. O grande momento do episódio, acreditem, veio através de flashbacks que demonstravam o quão frágil era o relacionamento de Wes com seus outros companheiros do Keating 5, colocando assim uma sombra sob a cabeça de todos ao indicar que qualquer um poderia ser o assassino.

Até mesmo a participação de Annalise foi enfadonha. Cenas de tribunal que deixam este que vos escreve excitado, não empolgaram ou agregaram em absolutamente nada. Liza Weil não conseguiu dominar a cena, o que geralmente se espera de quem está naquele lado de um julgamento porque a direção apostou em cortes desnecessários e os diálogos careciam de uma boa dose de inteligência e conteúdo jurídico.

A audiência de “How To Get Away With Murder” depende, além do forte lead-in de “Scandal”, de um crescimento criativo. Pelo próximo promo, não consigo observar um crescimento necessário em Not Everything’s About Annalise. Hacker o escritório do procurador do distrito? Promover um colapso mental em Annalise? Vamos esperar pra ver.

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