Depois de um Season Finale explosivo, How To Get Away With Murder está finalmente de volta assim como as nossas reviews. Vale ressaltar, entretanto, que estamos no quarto ano de uma série que já demonstrou sinais de cansaço em diversos momentos, seja quando falhou ao tratar de questões sociais ou até mesmo em desenvolver melhor seus personagens.

Confesso que quando tal fadiga se mostrava evidente, minha preocupação aumentava sabendo que assim que o lado criativo da série começasse a cair, seu cancelamento seria eminente. Felizmente, isso não aconteceu e hoje a série goza de um certo apoio da emissora e também dos eleitores da Academia de Televisão já que Viola foi indicada por três anos consecutivos ao prêmio máximo da televisão.

Colocando todas essas questões em evidência, espera-se que a quarta temporada traga não só uma qualidade ímpar e redefina o que é assistir um drama como este, mas também que seja aquele momento onde os roteiristas promovam uma reconstrução criativa, algo como um divisor de águas. Julgando pelo Season Premiere, ousaria dizer que tal mudança é perfeitamente possível.

Imagem: ABC/Divulgação

A quarta temporada retorna mais ou menos onde o terceiro ano nos deixou – Annalise tentando colocar sua vida em ordem, enquanto seus alunos procuram tocar suas vidas da melhor maneira possível. Determinada a ajudar primeiramente sua família, a advogada embarca numa viagem à Memphis, estado americano do Tennessee, para tentar convencer sua mãe Ophelia (Cicely Tyson) a mudar-se para uma casa de repouso.

Tal momento nos trouxe uma das melhores, senão a melhor, sequências de todo o episódio onde vimos a competente direção de Jet Wilkinson (a mesma de Madam SecretaryNashville e outros) explorar o talento teatral de Cicely e Viola de uma maneira impressionante. Gosto de cenas simples, limpas, mas carregadas de drama pois é aí onde temos a oportunidade de ver o quão bom os atores são.

Quanto aos alunos, confesso que estava mais ansioso para saber sobre Laurel do que os demais, haja vista que a personagem foi alçada ao posto de protagonista depois da morte de Wes. Felizmente (ou infelizmente?) o roteiro nos mostrou pouca coisa além do fato da personagem ter ciência, ou pelo menos desconfiar, de que seu pai foi, na verdade, o responsável pelo assassinato de Wes.

Fico um pouco frustrado em ver Connor e Oliver renegados a uma pauta monótona de casamento, já que estes foram os mesmos personagens a serem usados como meio de iniciar a conversa sobre o PrEP. Espero que não esqueçam de abordar essas questões no futuro, já que é de suma importância ver tal debate na televisão. Quanto a Asher e Michaela, nada demais.

Em síntese, temos um retorno cheio de cenas potentes, personagens flertando com histórias interessantes e outros que ainda precisam encontrar uma maneira de ficarem revelevantes mais uma vez. Não acredito que tenhamos visto Julius Tennon (Desmond) pela última vez, já que não faria o menor sentido trazê-lo para participar de um coito frustrado.

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