Muitos fatores me fazem pensar que essa transformação criativa que a quarta temporada vem sofrendo é uma das melhores decisões já tomadas em relação a How To Get Away With Murder desde quando conseguiram escalar Viola Davis como protagonista. Entretanto, nesse quinto episódio nós vimos o quão importante é olhar para o futuro sem deixar de desenvolver questões importantes do passado.

Me refiro logicamente ao relacionamento entre Annalise e Bonnie, que em I Love Her tem seu momento mais decisivo, crucial e importante desde o episódio piloto. Nós finalmente descobrimos o porquê as duas precisam estar próximas apesar das idas e vindas provocadas por fatores externos. O embate entre as duas no tribunal foi forte, o passado de Bonnie é realmente perturbador e Annalise mostrou-se ser alguém melhor do que muitos de nós pudéssemos imaginar.

Imagem: ABC/Mitch Haaseth

É verdade que as perucas ficaram um tanto ridículas para que o flashback pudesse ser minimamente crível, mas é importante ressaltar o quão acertada foi a decisão dos roteiristas e de Pete Nowalk em desenvolver esse relacionamento num momento que a série vem passando por uma reconstrução necessária. Foi esclarecedor e ainda proporcionou uma excelente oportunidade para Liza Weil sair das sombras e mostrar o quão grande é o seu talento como atriz.

O mesmo infelizmente não posso dizer de um trio de personagens que sequer descobriram o porquê estão no elenco. Nate pula de cena em cena em busca de algo interessante para se fazer, mas o que encontra? Algumas frases de efeito e nada mais. Frank prestou um importante teste  para, esperançosamente, fazer mais do que embelezar a cena com suas aparições descamisadas. Asher, mesmo ganhando alguma relevância com aquele gancho no final do episódio, segue sem nenhuma importância desde quando atropelou e matou Emily Sinclair na segunda temporada.

No episódio da semana passada nós vimos Connor receber um sermão merecido do seu pai, que mesmo colocando dúvidas sobre seu futuro com Oliver,  assunto que nenhum de nós apreciou, serviu para que o ex-estudante pudesse finalmente encarar alguns dos demônios do passado e seguir em frente. É verdade que vimos ele flertar com o retorno a antiga vida de biscate, mas tomou a decisão certa de procurar Annalise, que além de professora mostra-se como uma importante figura materna.

Em síntese acredito que tivemos o melhor episódio da temporada até agora, com Viola Davis e Liza Weil roubando a cena com muita força, precisão e sensibilidade que deixam muitas atrizes veteranas para trás. É verdade que ainda temos alguns personagens sem qualquer perspectiva, mas posso confessar uma coisa? Não vejo a hora de colocarem em julgamento o tão esperado Annalise Keating v. Pennsylvania, sabem porque? Mais uma chance do roteiro mostrar seu conhecimento em relação às leis e de Viola Davis aproximar-se mais uma vez do Emmy.

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