Minha expectiva quanto ao episódio de How To Get Away With Murder desta semana era muito grande, mas também é verdade que desde o Season Premiere tenho nutrido esse sentimento semanalmente pela maneira interessante, intrigante e objetiva na qual Pete Nowalk vem moldado o início deste ano. Stay Strong, Mama pode não ser o episódio mais excitante e sanguinário até aqui, mas certamente é o mais interessante.

Ainda trabalhando na melhor forma de processar o estado da Pensilvânia (e consequentemente o Governador) em favor de um grande número de presos desassistidos por uma defensoria falha e sem recursos, Annalise alia-se a Connor para desenvolver um caso específico enquanto Michaela, Laurel e Oliver continuam sua conspiração para derrubar (e prender) o Sr. Castillo, mais conhecido também como o pai de Laurel.

Imagem: ABC/Divulgação

Acredito que por mais simples e sem firulas que a narrativa envolvendo Connor e Annalise tenha sido nesse episódio, ela serviu para mostrar que os personagens, ao meu ver os melhores desta série, continuam com o mesmo brilho e potencial da primeira temporada. É uma pena que eles não tenham mais explorado Connor nos tribunais, mas o que importa é que ele finalmente tenha conquistado mais relevância na trama, algo que este que vos escreve vem pedindo desde o início do quarto ano.

O que me deixa um pouquinho frustrado em relação ao plano de Laurel, Michaela e Oliver é que tudo parece extremamente fantasioso. A personagem de Aja Naomi King subitamente conquistou a simpatia da sua chefe e consegue flertar com a possibilidade de participar de reuniões atendidas por um dos mais importantes clientes da firma, enquanto Oliver consegue, por meio de uma conversa inacreditável, fazer com que o responsável pela segurança do novo sistema de segurança lhe conte tim tim por tim tim sobre como que tudo funciona.

Tais formas de desenvolver essa história desafiam a inteligência do telespectador em todos os sentidos e ainda prejudicam um esforço impressionante de tornar a trama o mais verossímil possível. É apelativo? Não há dúvidas. Estimula quem assiste para esperar pelo próximo episódio? Com certeza. Entretanto há maneiras melhores, mais criativas e inteligentes de construir um plano investigativo.

Repito, por fim, que estou empolgadíssimo para ver como o roteiro vai trabalhar Annalise v. Pennsylvania.

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