Para quem acompanha as minhas reviews aqui no site sabe que o momento mais esperado desta quarta temporada para este que vos escreve é o julgamento do caso Annalise v. Pennsylvania (ou Keating v. the Commonwealth of Pennsylvania, como prefeririem), pois não só relembrará os momentos glorioros da protagonista no tribunal como também dará uma oportunidade única ao roteiro demonstrar todos seus conhecimentos jurídicos mais uma vez.

Imagem: ABC/Kelsey McNeal

Em Nobody Roots For Goliath temos um aperitivo do quão sensacional, arrasador e delicioso esse julgamento será. É verdade que tivemos apenas uma audiência onde a juíza definiu se o processo tinha elementos probatórios mínimos para um processo tão grande e complicado seguir em frente, mas foi o suficiente para sentir o talento de Viola Davis pulsando e que o roteiro caprichou na construção de um bom procurador do estado, com uma interpretação bem interessante de Oded Fehr.

O roteiro acertou ao usar essa fase inicial do julgamento como uma forma de trazer a sobriedade de Annalise à prova mais uma vez. Sabemos que ela não bebe a um certo tempo, mas o depoimento do psicólogo serviu para mostrar que por mais dedicada que ela esteja empenhada na sua recuperação, esse bom momento é quase tão frágil quanto as morais de Denver. Acredito que essa dúvida foi introduzida aqui, com muita sabedoria, porque veremos a condição real de Annalise ser colocada à prova no próximo episódio. Alcoolismo sempre foi uma história vencedora, sempre.

Já em relação a outra história, temos uma série de inconsistências. Laurel dará a luz em dois dias, mas ela continua desempenhando tarefas como uma mulher que goza de plenas capacidades físicas faria, locomovendo-se de um lado para o outro sem dores, sem dificuldades para dormir, sem desconforto, absolutamente nada. Será que já não furtaram o bebê?

Preocupado que Connor descobriria o plano de derrubar o pai de Laurel e das novidades sobre  morte de Wes por Asher, Oliver corre para casa com o intuito dele mesmo contar tudo o que está acontecendo. Até aí perfeitamente normal. Ele sugere ao namorado uma noite “desconectado”, isto é sem celulares, computadores ou internet para ter o tempo livre de…não contar nada. Tal incoerência aparece pela vontade do roteiro em apresentar um gancho desnecessariamente dramático, ridículo e sem o menor sentido.

Enquanto Nobody Roots For Goliath traz problemas como personagens que ainda seguem sem importância, o roteiro caprichou na trama principal e possui uma sustentação forte para o Winter Finale “mais insano” até agora.

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  • Willian Hahn

    Não há inconsistências a respeito da Laurel, ela não está a 2 dias de ganhar o bebê, ela vai ganhar o bebê prematuramente. E não concordo com ganchos não necessários, o episódio conduziu muito bem para winter finale, e ainda estamos com aquela dúvida de quem irá morrer.