O que Pete Nowalk apresentou nesses oito episódios é algo que nós, telespectadores e fãs de How To Get Away With Murder, não tínhamos a oportunidade de assistir em muito tempo acredito que não cometo nenhum exagero quando me refiro a primeira temporada. Além de uma reconstrução criativa, o criador e showrunner promoveu um desenvolvimento melhor dos personagens e uma maior oportunidade para que pudéssemos conhece-los melhor e entender certas questões que vão além do senso comum e do clichê.

Imagem: Imagem: ABC/Mitch Haaseth

Muito se prometeu acerca do que seria entregue nesse Winter Finale seja pelo impacto, pelas resoluções que provavelmente viriam e outras que seriam jogadas para alguma oportunidade que surgisse em 2018. Sinceramente? Não chegamos até aqui pela única necessidade de reviravoltas, cenas excessivamente dramáticas ou de banhos de sangue que finais de How To Get Away With Murder geralmente trazem. Estamos aqui porque os personagens são bons e são relacionáveis, a história possui ritmo e, sempre quando nos damos sorte, ainda aprendemos alguma lição jurídica.

Acredito que Live. Live. Live é uma verdadeira carta de amor aos fãs que chegaram até aqui apesar de todas as dificuldades, dos erro de continuidade, de subestimar nossa inteligência em diversos momentos e demorar muito para matar certos personagens. O que assistimos aqui foi a série na sua melhor forma, seja em relação a história, aos personagens e principalmente nas amarrações. É verdade que pode-se argumentar que o uso de algumas ideias foi, no mínimo, um desafio para qualquer realidade porém nada que nós não tenhamos assistido antes.

Continuo um tanto frustrado com a falta de assessoramento que os roteiristas tiveram no momento que criaram situações para Laurel nessa reta final de gravidez. Sério mesmo que uma grávida, em tal período da gestação, teria condições de correr de salto alto? Será mesmo que ela poderia receber tamanha carga de estresse? Ou quem será que acredita que o aborto provocado por terceiro se manifestaria horas após o acidente? Novamente, pode parecer ridículo, mas nada que já não tenhamos assistido.

Outra frustração é ver um ator tão bom, tão capacitado e capaz de surpreender, como é o caso de Behzad Dabu, ser dispensado dessa forma. Gostaria de ter assistido mais do seu talento em ação, mas sempre tento observar pelo lado positivo onde desejo que façam dessa saída algo positivo para o futuro não só da quarta temporada, como também de todas que estão por vir.

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